segunda-feira, 11 de outubro de 2010

FAMÍLIA TELLES BARRETO DE MENEZES

Extraído do artigo intitulado “FAMÍLIA TELLES DE MENEZES”, publicado via Internet no Google, por GÊNESIS TÔRRES - Professor de História, Pesquisador e Membro do IPAHB – INSTITUTO DE PESQUISAS E ANÁLISES HISTÓRICAS E DE CIÊNCIAS SOCIAIS DA BAIXADA FLUMINENSE.


A história dos Telles de Menezes começa no Século XI, mais precisamente em Portugal, da família de fidalgos portugueses, de grande relevância na Corte, três membros se deslocaram para o Brasil no século XVI, incumbidos pela Coroa de participarem da resistência as invasões francesas no litoral brasileiro. Primeiramente, se instalaram na Bahia, onde tiveram papel de destaque em todo período colonial. Diogo Lobo Telles de Menezes, um dos três irmãos, veio para o Rio de Janeiro, tornando-se o precursor da família no Estado.

Foram os primeiros Menezes no Rio os responsáveis por inúmeras construções importantes da Colônia e do Império, como o juizado de Órfãos da antiga Capitania, o Arco dos Telles e a Casa do Senado, entre outras. A família crescia e se consolidava como uma das mais prestigiosas na Corte, em especial pelas figuras do Juiz Francisco Telles Barreto de Menezes, e Francisco Pinto da Fonseca Telles, também conhecido como Barão da Taquara, então proprietário das terras da Taquara, Pau da Fome e União Camorim na região que hoje é Jacarepaguá.

Por volta de 1700, a família já era proprietária de terras em toda Capitania, aparecendo como sesmeira na antiga freguesia de São João de Meriti, sob a liderança de Luiz Telles Barreto de Menezes. Seu filho Pedro Antônio já nasceu em terras meritienses, sendo mais tarde o responsável pela compra de uma grande área que viria a formar o Engenho do Barbosa, mais tarde Fazenda dos Telles. Essas terras formam hoje as localidades de Vilar dos Teles, Coelho da Rocha e parte do município de Duque de Caxias. Em 1864, toda a propriedade tinha 453 alqueires de terra, constituindo a propriedade do Comendador Pedro Antônio Telles Barreto de Menezes.

Brasão de Armas
O Comendador Pedro Antônio Telles Barreto de Menezes era filho de Luiz Telles Barreto de Menezes e de D. Maria Rita Felicidade da Gama e Freitas, neto paterno do Dr. Francisco Telles Barreto de Menezes, juiz de Órfãos, e de D. Francisca Joaquina de Oliveira Brito e por parte materna de Pedro Antônio da Gama e Freitas, e de D. Ana Maria Gurgel do Amaral.
Comendador Telles
Pedro Antônio Telles Barreto de Menezes era Cavaleiro da Ordem de Cristo
, subdelegado e juiz de Paz da Freguesia de Meriti, proprietário na Corte e fazendeiro no município de Iguaçu. Foi condecorado com a Imperial Ordem da Rosa, no grau de Comendador e ocupou o cargo honorífico de Delegado de Capitania.

O direito ao uso do Brasão d’Armas lhe foi concedido em 27 de Abril de 1868, conforme consta do Registro no Cartório da Nobreza, livro VI, fls. 97 e o modelo das armas foi copiado da estrutura da pedra tumular do Doutor Antônio Telles Barreto de Menezes, no seu jazigo existe na Capela do Convento da ilha do Senhor Bom Jesus, sendo a seguinte, a sua descrição:
Brasão de Armas: Escudo Aquartelado: no primeiro quartel em campo de prata, um leão de púrpura rompante. No segundo, em campo verde, uma banda de góles acoticada de ouro, saindo das bocas de duas cabeças de serpes. No terceiro, em campo azul, cinco estrellas de ouro de seis pontas, em aspa. No quarto, de ouro, com seis lobos de goles, postos em duas palas; e no meio, um escudete, tendo em campo de oiro um anel encoberto. Timbre: uma meia donzella vestida de oiro, com um escudo nas mãos; e por diferença, uma brica de azul com lettra P de ouro. (Brasão passado em 27 de Abril de 1868. Reg. No Cartório da Nobreza, Liv. VI, fls.97).

Fazenda dos TellesA obrigação da exploração do solo, como exigência para a posse das sesmarias, fez surgir à margem da Baia de Guanabara um pequeno povoado com o nome de “São João Baptista de Trairaponga” sob a prelazia do reverendo Antônio Marins Loureiro, criado em 10 de Fevereiro de 1647.

Elevado à categoria de freguesia, Trairaponga conheceu a opulência de seu solo. Baseado nas grandes propriedades e a produção do trabalho escravo, teve seu nome mudado em 1774 para São João Baptista do Miriti.

Lugar de passagem obrigatória para as tropas de mulas que se deslocavam para as regiões mineradoras graças ao leito raso do rio, Miriti teve na “Estrada de Minas” seu ponto de referência para os primeiros ocupantes da atual Avenida Getúlio de Moura, e a proximidade do Porto da Pavuna.
Com a cultura da cana-de-açúcar e lavouras de subsistência foram surgindo nesta região nada menos que nove engenhos cujos principais (baseando-se na produção e no número de escravos) eram: do Porto; N. Sra. Da Ajuda; Covanca; Pavuna; São Mateus; Bananal Gericinó e do Barbosa, este, motivo de nossa pequena exposição Histórica.

Construída no final do século XVIII, a sede desta fazenda constituía-se, segundo Afrânio Peixoto, do “mais importante solar da Baixada Fluminense”. Resguardado por uma alameda de palmeiras imperiais do grande casarão de dois andares, era adornado em sua entrada com imponentes escadarias de pedra talhada, encimada por grandes portas laterais.

Segundo José Matoso Maia Forte, foi concedida ao Capitão Luiz Telles Barreto de Menezes, em 18 de Janeiro de 1821, uma “Data de Terra” no “Barbosa”, já aparecendo na Segunda metade deste mesmo século como “Fazenda dos Telles” com engenho de propriedade do Comendador Pedro Antônio Telles Barreto de Menezes que se destacara como um dos grandes produtores de açúcar e aguardente da região.

Poucos foram os antigos casarões-sede destas fazendas que sobreviveram à chegada deste século. Entretanto com a morte do Comendador em 1882, divergiram os irmãos quanto ao destino do velho solar e resolveram deixá-lo em condomínio sob os cuidados do Primogênito Pedro Telles Barreto de Menezes.

Com o falecimento deste em 1919, o palacete ficou totalmente abandonado, sofrendo saques e depredações, até que, na metade deste século, entre loteamentos que retalhavam a velha fazenda, ainda se viam restos de ruínas e algumas palmeiras que resistiam à ação do tempo.

Casa da Grota Remanescentes desta fazenda, restaram em São João de Meriti três antigos casarões no bairro Venda Velha, pertencentes àfamília Telles de Menezes. Uma delas restaurada (descaracterizada) e transformada no “Sítio Carioca”, palco de festas e eventos da sociedade local. A outra serve de moradia a seus descendentes e está relativamente conservada.

A terceira chamada a Casa da Grota mantém todas as características originais do século passado: originalidade arquitetônica, assoalhos, forro, lustres, janelas envidraçadas, móveis, biblioteca, etc… constituindo em seu conjunto, raríssima relíquia histórica.

Esta casa, assim como toda a área que a rodeava pertenceu a Antônio Telles Barreto de Menezes, que a construiu no final do século passado.

Com sua morte, sua neta, D. Dulce da Silveira Menezes, herdou seus bens e passou a residir no local, juntamente com seu marido, Alberto Jeremias da Silveira Menezes, que passaram a explorar os recursos locais: criação de galinhas, laranjais e reativação da pedreira.

Com a morte deste, D. Dulce resolveu mudar-se com a família para não mais voltar. Aos poucos foram abandonando a casa, ficando esta no estado precário que se encontra hoje.

Manifestada em nosso tempo, ou recebida de gerações anteriores, é tarefa meritória salvar o que resta deste único patrimônio histórico de nossa cidade (talvez da Baixada Fluminense) que tem como objetivo repassar às gerações futuras, os valores históricos, estéticos e culturais que dão a cada comunidade sua individualidade.

Contar o passado ao presente é informar como as obras foram produzidas, e como foram integradas a um organismo em contínuo processo de evolução.
A perda de documentos, fotografias, conjuntos arquitetônicos, etc… que constituem a memória de um povo, leva também à perda de referências que mostram sua identidade cultural.

Gênesis Tôrres
Professor de História, Pesquisador e membro do IPAHB
OBSERVAÇÃO DO COMPILADOR:
NA CIDADE DE SOBRAL E EM TODA A RIBEIRA DO ACARAÚ, ENTÃO SEDE DO CURATO DO MESMO NOME - EXISTIU NO SÉCULO XVIII O MADEIRENSE GABRIEL CHRISTOVÃO TELLES DE MENEZES, FILHO DE ANTÔNIO MUNIZ BARRETO E DE TEODORA TELES DE MENEZES, DE CUJO CASAL DESCENDE PARCELA PONDERÁVEL DAS FAMÍLIAS SOBRALENSES. ACREDITO QUE OS TELES DE MENEZES DO SUL, SUDESTE E NORDESTE, POSSUEM ASCENDÊNCIA PORTUGUESA COMUM, HAJA VISTA A IDENTIDADE DOS PATRONÍMICOS. DES. ADEMAR MENDES BEZERRA DO TJCE.

19 comentários:

  1. Gostaria de manter contato com os Professores Djalmira Almeida e Gênesis Tôrres, a respeito dos Teles de Menezes do Ceará, quer os de Sobral, quanto os do Crato e de Juazeiro do Norte, relativamente aos das Regiões Sul, Sudeste, enfim do Brasil como um todo, presente a igualdade dos nomes de família, Telles, Menezes, Barreto e suas ligações com os Mendes e Bezerra de Menezes, Pinheiro, Callou, Delgado, Bezerra Monteiro e outros

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  2. Boa noite,
    Meu nome é Liliam Silveira Telles e sou filha de Manoel Mendes Telles, já falecido. Gostaria de saber onde encontrar parentes aqui no Brasil. Se puder fazer contato comigo, agradeceria imensamente. Meu email é: litelles2005@hotmail.com
    Obrigada.

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  3. Bom dia.
    Se possível,gostaria de conseguir o brasão da minha família,TELLES DE MENEZES.
    Grata!
    Márcia Menezes

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  4. BOA NOITE EU SOU MARCOS FABRICIO DO NASCIMENTO TELLES NETO DE JOÃO CAPISTRANO DA SILVA TELLES ESTE VINDO DE CEARÁ FORTALEZA GOSTARIA DE SABER SE AINDA EXISTEM FAMILIARES DO MEU AVÔ NESTE BRASIL MORO EM RIO BRANCO ACRE MEU E MAL É mfjraf@gmail.com

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    1. Busque no Googlr os blogs Família Mendes de Vasconcelos da Ribeira do Acaraú e Artigos Jurídicos, Discursos e outros temas e Ademar Mendes Bezerra.

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  5. Olá, meu nome é João Fábio Menezes de Novais e sou tataraneto do comendador Pedro Antônio Teles Barreto de Menezes. Eu e minha família moramos aqui em Duque de Caxias e trabalho na região que outrora foi a fazenda citada no texto. Fico muito triste em saber que as coisas que contam a história de nossa família se perderam e continuam se perdendo. Será que não esxiste uma maneira cobrar dos governos uma providência que preserve essa parte da história.

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  6. Olá, meu nome é João Fábio Menezes de Novais e sou tataraneto do comendador Pedro Antônio Teles Barreto de Menezes. Eu e minha família moramos aqui em Duque de Caxias e trabalho na região que outrora foi a fazenda citada no texto. Fico muito triste em saber que as coisas que contam a história de nossa família se perderam e continuam se perdendo. Será que não esxiste uma maneira cobrar dos governos uma providência que preserve essa parte da história.

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    1. Sou morador de São João de Meriti, bairro jardim metrópoles, passo diversas vezes no bairro venda velha, que possui varias ruas com nome de vários Menezes eu acho que vc tem parente la né?

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  7. Olá, meu nome é João Fábio Menezes de Novais e sou tataraneto do comendador Pedro Antônio Teles Barreto de Menezes. Eu e minha família moramos aqui em Duque de Caxias e trabalho na região que outrora foi a fazenda citada no texto. Fico muito triste em saber que as coisas que contam a história de nossa família se perderam e continuam se perdendo. Será que não esxiste uma maneira cobrar dos governos uma providência que preserve essa parte da história.

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  8. Fábio: os Teles de Menezes do Ceará, particularmente o Capitão Cristóvão Teles de Menezes, são originários da Ilha da Madeira. Creio que vieram de Pernambuco, uma vez que o Ceará era subordinado à Capitania de Pernambuco.

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  9. No Cariri, particularmente de Crato e Juazeiro do Nirte do Estado do Ceará, existe também Teles de Menezes ligados aos Bezerra de Menezes, originários de Pernambuco e da Bahia, acontecendo o mesmo na Cidade de Sobral, sede do Curato do Acaraú. Creio que sejam parentes. Alguns desejam ser parentes de D Leonor Teles de Menezes, Rainha de Portugal. Não acredito nesta hipótese. Abra o meu bolog Família Mendes de Vasconcelos da Ribeira do Acaraú ou Artigos Jurídicos, Discursos evAdemar Mendes Bezerra.

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  10. Angela Menezes
    Sou trineta do Comendador Pedro Antonio Telles Barreto de Menezes, meu bisavó é Manoel Telles Barreto de Menezes e meu avo, Paulo de Menezes. Estou pesquisando e gostaria de conhecer outros integrantes da minha família, que diga-se de passagem, é bem grande. Temos vínculos com Luiz Carlos Prestes, aparentado da minha trisavó, Francisca Justiniana e o catedrático de medicina, Rocha Faria que foi casado com a Joaquina, irmã do meu trisavô, Manoel. Somos parentes, também, do Barão de Taquara, Francisco Pinto da Fonseca Telles, filho do juiz de órfão, Francisco Telles Barreto de Menezes. Diogo Lobo Telles de Menezes foi o precursor da nossa família no Rio de Janeiro. É muita história para contar.

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  11. Gostaria de saber se os Teles do Rio de Janeiro são originários da Ilha da Madeira. Um abraço.

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  12. Gabriel Cristóvão Teles de Meneses foi integrante do Senado da Câmara de Aquiraz, primeira capital do Ceará. Foi também Juiz Ordinário da Ribeira do Acaraú. Construiu a Igreja de Amontada. É um dos meus avoengos, através dos Mendes de Vasconcelos.

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  13. Essa historia realmente me deixa curioso moro talvez em parte do que constituiu essa terra do Pedro Telles,vejo uma buraco nessa historia .

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  14. Nossa que História que Clareza muito bem construído

    Sou Vítor de Carvalho trabalho com Carnaval sou de Muitas escolas de Sambas do Rio de Janeiro inclusive da Unidos da Ponte escola de São João de Meriti sou ex Morador de Vilar dos Teles
    Gostaria de Saber mais Um pouco estou com um Projeto um Futuro Tema Enredo sobre São João de Meriti Baseada nessa Parte Telles de Menezes

    Vou deixa aqui Meu Email e número de de Celular para alguém que poder me ajudar e quiser participar junto a mim desse projeto

    Vitor.grealce@gmail.com

    Ou meu número de cel 021 975684657

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  15. bom dia o nome de minha mãe era alaide teles barreto tem algum parentesco com essa familia em questão ?

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  16. bom dia o nome de minha mãe era alaide teles barreto tem algum parentesco com essa familia em questão ?

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